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Impasse entre UFRR e SESAU suspende internato de estudantes de Medicina em Roraima

Boa Vista (RR) — Estudantes do 5º e 6º anos do curso de Medicina da Universidade Federal de Roraima estão com o internato suspenso após um impasse administrativo entre a universidade e a Secretaria de Estado da Saúde de Roraima (SESAU). A divergência envolve a carga horária semanal exigida para a realização das atividades práticas nos serviços da rede pública estadual.

O internato é a fase final da graduação em Medicina e corresponde ao período em que os estudantes passam a atuar diretamente nos serviços de saúde, sempre sob supervisão médica. É nesse momento que os futuros médicos consolidam habilidades clínicas e cirúrgicas, atendendo pacientes em hospitais, unidades básicas e serviços de urgência.

Divergência sobre carga horária

De acordo com informações de estudantes e fontes ligadas ao curso, a SESAU passou a exigir limite de 30 horas semanais para atuação dos internos nas unidades da rede estadual. Por outro lado, o projeto pedagógico do curso de Medicina da UFRR estabelece carga horária de cerca de 40 horas semanais para o internato.

A incompatibilidade entre as duas cargas horárias levou à suspensão temporária das atividades práticas dos alunos do 5º e 6º anos, que dependem desses estágios para cumprir a formação obrigatória.

A interrupção gera preocupação entre os estudantes, principalmente pelo impacto no calendário acadêmico e na conclusão do curso. O internato representa uma etapa essencial da formação médica e depende diretamente da integração entre universidades e os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Dependência do SUS na formação médica

As Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de Medicina, estabelecidas pelo Ministério da Educação, determinam que grande parte da formação prática dos estudantes ocorra dentro do SUS, especialmente em hospitais públicos e unidades de atenção básica.

Por isso, acordos institucionais entre universidades e gestores de saúde são fundamentais para garantir que os estudantes tenham acesso aos campos de prática necessários para sua formação.

Reflexão sobre o impasse

O caso também provoca uma reflexão incomum no contexto da saúde pública. Em muitos estados brasileiros, estudantes em internato representam um reforço importante no funcionamento cotidiano das unidades de saúde, participando de atendimentos, visitas clínicas e atividades assistenciais sob supervisão.

Neste cenário, chama atenção o fato de que o impasse envolve justamente a redução da carga horária de estudantes que atuam sem remuneração, como parte de sua formação acadêmica. Para alguns alunos, trata-se de uma situação paradoxal: pela primeira vez veem o poder público dispensar mão de obra qualificada e gratuita justamente por excesso de horas de trabalho disponíveis para a formação prática.

Expectativa de solução

Enquanto as negociações seguem entre a universidade e o governo estadual, os estudantes aguardam uma definição que permita a retomada do internato. A expectativa é que um acordo institucional seja firmado para compatibilizar a carga horária exigida pela universidade com as condições estabelecidas pela rede estadual de saúde.

Sem essa solução, o impasse pode afetar diretamente a formação de novos médicos no estado e atrasar a conclusão do curso para parte dos estudantes da Universidade Federal de Roraima.

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